terça-feira, 12 de maio de 2015
Que me desculpem (alguns d)os grandes, mas a arte não é o espelho da alma. É ainda mais do que isso. Maior, mais amplo. Ou menos. Menor, mais restrito, exato. Talvez seja infinita no pequeno ponto em que toca. Talvez não tenha um ponto, e, por isso, seja infinita. E talvez seja infinita, mas não por esses motivos. É mais do que a alma do artista, porque traz todos os lugares que visitou, todos os lugares que viu, todas as conversas, todas as pessoas que conhece. Mas também pode não ter nada disso, e ser diferente de tudo que já viveu. E não tem (ou tem) um ponto exato, que se possa dizer: "Essa é a fonte não-artística de toda a arte". (Quase) não defino. A única coisa que arrisco dizer é: é infinita. (Mas também, o que seria dos poetas sem essa incerteza?)
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário